quinta-feira, 27 de outubro de 2011

História da colonização da América

A colonização da América pelos europeus resultou da procura de uma rota marítima para a Índia, que era a fonte da seda e das especiarias, produtos que tinham um grande valor comercial no “velho continente”. Ao navegarem para oeste, encontraram o “Novo Mundo”.
A América foi inicialmente povoada por índios durante milhares de anos e em todo o continente se desenvolveram civilizações importantes, como os maias, astecas eincas. Apesar dos vikings terem explorado e estabelecido bases nas costas da América do Norte a partir do século X, estes exploradores aparentemente não colonizaram a América, limitando-se a tentar controlar o comércio de peles de animais e outras mercadorias da região.

Da Democracia na América


Da democracia na América (1835) é um texto clássico de autoria de Alexis de Tocqueville sobre os Estados Unidos da América dos anos 30 do século XIX, as suas virtudes e defeitos.
Alexis De Tocqueville e Gustave de Beaumont, ambos aristocratas franceses, foram enviados pelo governo francês em 1831 para estudar o sistema prisional americano. Chegaram a Nova Iorque em Maio desse ano e passaram nove meses em viagem pelos Estados Unidos, tomando notas não só acerca das prisões, mas sobre todos os aspectos da sociedade norte americana, incluindo a sua economia e o seu sistema político, único no mundo.
Após o retorno à França, em fevereiro de 1832, os dois autores enviaram seus relatórios penais ao governo; Beaumont escreveria ainda um romance sobre relações raciais nos Estados Unidos.
Mas seria a obra de Tocqueville, que foi impressa inúmeras vezes no século XIX, que se tornou um clássico. A política americana fascinou-o e ele cativou o sentido de dedicação das pessoas comuns ao processo político.
Ele chegou aos Estados Unidos quando Andrew Jackson era presidente e os partidos políticos estavam num processo de transformação profunda, deixando de ser pequenas organizações dominadas pelas elites locais e as suas comissões eleitorais para se tornarem corpos massivos, devotados a eleger funcionários para os níveis local, regional e nacional.
Como ele notou com assombro:
"Logo que colocamos os pés em solo americano, ficamos impressionados com uma espécie de tumulto... Até parece que o único prazer que o americano conhece é tomar parte do governo e discutir as suas medidas.
Para dar apenas um exemplo deste entusiasmo, ouvi uma vez um discurso de um senador River, em Auburn, Nova Iorque, dirigindo-se à audiência durante três horas e meia! Após uma curta pausa, o senador Legarè, daCarolina do Sul, fez o seu discurso durante mais duas horas e meia!"
A democracia na América é aclamada pela percepção do autor, mas também foi recentemente criticada por acadêmicos por suas lacunas. O aristocrata De Tocqueville haveria desprezado, ainda, alguns aspectos, incluindo a pobreza nas cidades e a escravatura. Mas o seu relatório da América Jacksoniana captura a energia da nova nação e, sobretudo, o quão intensamente as pessoas fizeram com que a democracia funcionasse.
Em sua visita pela América do Norte, Alexis de Tocqueville também visitou o Canadá. No verão de 1831, ele tomou nota de alguns dias de visita ao Baixo Canadá (Québec) e Alto Canadá (Ontário).

sábado, 22 de outubro de 2011

... prática democrática?


Meus piores temores se concretizaram. As eleições para presidente da república foram fraudadas, explicitamente no Sul, no Centro-Oeste e, principalmente, no Sudeste. Não, não tenho nenhuma prova de que isso de fato ocorreu, muito menos posso acusar qualquer pessoa ou órgão. Estou meramente especulando, emitindo uma opinão baseada nas minhas observações da realidade. Todavia, as evidências são gritantes e é só analisarmos o que andou acontecendo nos dias que antecederam as eleições e, especialmente, a cobertura da mídia das apurações para chegarmos a essa conclusão.

Na quinta-feira, os institutos de pesquisas mostravam Lula com vantagem superior a 10% em relação ao segundo colocado. Simplesmente não havia tempo hábil para uma recuperação tão miraculosa do tucano da Opus Dei. No voto, a direita ia perder novamente para Lula. O vazamento (criminoso) das fotos que seriam usadas na compra do malfadado “dossiê” e o massacre realizado pela TV Globo contra a ausência de Lula no debate já estão sendo os argumentos utilizados pelos “vomitadores de opinião” e cientistas políticos para explicar o inexplicável. Mais uma vez, mentiras serão repetidas mil vezes até que se tornem verdades (Adolf Hitler aplaudiria!).

O que ninguém pergunta e que dá claros sinais do esquema de fraude previamente armado: por que o delegado criminoso que vazou fotos proibidas para a imprensa, depois de dizer que elas haviam sido roubadas, falou que ia dar uma entrevista coletiva na segunda-feira? Obviamente, ele já sabia na sexta-feira que ia dar segundo turno e essa seria a primeira pedra atirada para começar o novo massacre midiático.

E o que explica o fato do Estado de São Paulo ter ficado por último na apuração, sem a menor lógica? Simples, quando a vantagem de Lula começava a subir, os votos fraudados de São Paulo entravam com tudo para derrubar o petista.

Não é possível fraudar urnas eletrônicas? Mais fácil acreditar em papai-noel. Qualquer hacker de 14 anos sabe que não existe nenhum equipamento de informática que não possa ser manipulado, reprogramado, invadido ou adulterado. Quem pode afirmar com 100% de certeza que seu voto em Lula foi realmente computado para o petista ou que aqueles que anularam não tiveram votos transferidos para o PSDB-PFL? Ninguém! Mas não devemos culpar as urnas eletrônicas, pois se o voto ainda fosse manual a fraude seria a mesma (vide as eleições no México).

Quem viu a entrevista coletiva do grotesco presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Marco Aurélio de Mello, percebeu que ele mal conseguia esconder o sorriso de deboche e cinismo, enquanto proferia novamente palavras de alto teor partidário e anti-PT.

Muitos vão dizer: “Mas se fraudaram, como é que o PT ganhou na Bahia, terra do Toninho Malvadeza?”. Bom, para que conspirações sejam vitoriosas, sacrifícios devem ser feitos. Ou pode ter sido um engano, uma distração? Mas são fatos isolados assim que apenas dão ainda mais legitimidade para os discursos contrários a qualquer fraude, não é mesmo? Ninguém pode fraudar 100% de um pleito e escapar impune. Agora, fraude o principal e deixe o resto acontecer normalmente e pronto. Nenhum questionamento será sequer levantado! Eles querem o governo federal de volta. Todo o resto é secundário. Isso é evidente.

Lula ganhou de Alckmin no primeiro turno por apenas 6,97 pontos percentuais. A soma dos votos de Heloísa Helena e Cristovam Buarque dá 9,49%. Aí está a senha para a próxima fraude e o que vejo pela frente é o seguinte:

1) A mídia corporativa vai deixar de lado qualquer escrúpulo (se é que ainda tem algum) e vai simplesmente massacrar Lula e o PT nas próximas 4 semanas. Os ataques da época do “mensalão” e do “dossiê” serão fichinhas perto do que está por vir.

2) No mínimo mais dois escândalos envolvendo “petistas” (na verdade, agentes duplos que estão infiltrados no PT e serão acionados, como no caso do “dossiê”) vão eclodir e serão explorados com fúria total pela mídia;

3) Heloísa Helena e Cristovam Buarque serão literalmente comprados para ficarem batendo em Lula, sem declarar, todavia, apoio à Alckmin. Assim, não poderão ser acusados de cooptação e a direita poderá dizer simplesmente que a maioria dos eleitores do PSOL e do PDT migrou para o PSDB (o que sabemos de antemão, é uma mentira, pois nem todos que votaram neles são irracionais).

4) A esquerda raivosa do PT e seus seguidores, manipulados pela mesma mídia que dizem repudiar, vão iniciar um processo de caça-às-bruxas, tentando achar culpados para a não eleição no primeiro turno enquanto posam de vestais da ética e da moralidade pequeno-burguesa, deixando de lado o fortalecimento do partido, as articulações e as buscas contra as possíveis fraudes e manipulações do pleito.

5) As pesquisas de opinião serão sutilmente manipuladas com o passar do tempo, começando com vantagem de Lula que vai cair gradativamente até chegar ao “empate técnico” no dia da eleição.

6) A máfia tucana-pefelenta acionará seus fortíssimos tentáculos no Legislativo, no Judiciário, na mídia e no submundo do crime e da corrupção para que as urnas sejam novamente fraudadas, garantindo a vitória do candidato da Opus Dei por uma pequena margem, digamos... 2%. Isso se eles, animados com o massacre midiático, não percam as estribeiras e já apelem para uma manipulação ainda maior, dando ao Alckmin uma vantagem maior que 10% para garantir a “legitimidade” da eleição e a derrota fragorosa do Lulismo.

7) Os “vomitadores de opinião” e os mesmos cientistas políticos de sempre explicarão que Lula perdeu por causa dos novos e velhos “escândalos” e pela migração maciça dos votos de HH e Buarque para Alckmin. A mídia e o Judiciário terão papel fundamental na legitimação do golpe, assim como ocorreu no México.

8) De volta ao poder máximo da nação, enquanto a esquerda baratinada tenta entender o que aconteceu e começa a se auto-destruir novamente, a máfia tucano-pefelenta voltará a instaurar a ditadura midiática no país, as privatarias e tudo aquilo que já vimos. Decretará o fim dos programas sociais como hoje os conhecemos e, acima de tudo, iniciará uma “devassa” contra o ex-governo que vai, na melhor das hipóteses, dizimar a liderança de Lula e pulverizar o PT ainda mais. Isso na melhor das hipóteses, pois já prevejo Lula sendo preso pela PF e os militantes do PT, como um todo, sendo perseguidos como “membros de quadrilha” (a senha já foi dada há tempos pelo Procurador Geral da República).

E nós, o que faremos? Vamos assistir a tudo isso de camarote, cada vez mais indignados, enojados, porém totalmente impotentes para mudar as coisas. Qualquer um que tente se levantar contra isso tudo, será ridicularizado e tratado como demente com mania de perseguição, para depois ser linchado publicamente.

O golpe está dado. Pessimismo? Antes fosse. Gostaria muito de não pensar tudo isso e, acima de tudo, de estar totalmente errado. Porém, eu já havia previsto tudo que vem acontecendo nos últimos 4 anos, inclusive que a vitória de Lula foi permitida pela direita e que os ataques ao PT realizados nos últimos 16 meses foram premeditados. Quem me conhece, sabe.

Não existe a menor possibilidade de Lula continuar na presidência, agora que o país está arrumado, com dinheiro em caixa, e com seu foco voltado para a ajuda aos pobres e à integração com as outras esquerdas da América latina. Simplesmente, não existe a menor hipótese. A direita tem muito dinheiro, poder, tempo e vontade de sobra. A esquerda tem apenas sua ideologia, sua crença e a paixão dos que acreditam na causa. Isso basta para nos deixar vivos e na luta, mas não para enfrentar esse rolo compressor gigantesco e desumano.

Eu quero muito, mas muito mesmo, estar errado. Se eu acreditasse em deus, começaria a rezar agora mesmo para que, no dia 1 de novembro, todos que leram esse texto pudessem apontar o dedo para mim e rir da minha cara, dizendo “Você errou!”. Vou sonhar com isso todos os dias, daqui pra frente.

Mas, infelizmente, quando acordar a triste realidade vai voltar e serei obrigado a enfrenta-la de frente...

Saudações socialistas a todos.

Abaixo a ditadura

Foi inaugurada uma estátua em homenagem ao estudante Edson Luiz Lima Souto, morto pela ditadura militar no dia 28 de março de 1968, e a todos os que lutaram contra a ditadura militar e pela democracia no Brasil. São 40 anos após o seu assassinato no restaurante Calabouço, no RJ, que a partir deste dia, fechou para sempre.
Após este evento resultado de uma parceria entre a Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, Prefeitura do Rio de Janeiro, União Nacional dos Estudantes (UNE), e União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), foi inaugurada a exposição fotográfica “Direito à Memória e a Verdade – a Ditadura no Brasil 1964- 1985” , na sede da UNE, no aterro do Flamengo.

O Brasil como a nova potência ambiental

Com a maturação da democracia no Brasil e a subsequente adoção da política neoliberal nas últimas décadas, tornou-se prioridade que o país assumisse um papel de destaque no cenário internacional. Desde então, vários governos adotaram estratagemas diferentes de modo a cumprir essa determinação, ora aproximando-se de países mais desenvolvidos, ora aproximando-se de países emergentes ou de políticas mais duvidosas em relação aos outros países - especialmente a partir do governo Lula.

Em relação a todos os governos, porém, nota-se a tentativa de transformar o país em um mediador de conflitos que, em geral, nada lhe remetem - o caso mais recente foi o envolvimento com o Irã e a questão nuclear. Mas será que esse é o caminho do país? Torná-lo um país fadado a ser mero coadjuvante em questões mundiais?

É preciso pensar no Brasil como protagonista, como um país que se destaca entre os emergentes e que só tende ao crescimento. Como fazer isso? Pensando no que o Brasil é prepoderante em relação aos outros países: o ambiente. Notando que aqui não há intenção de transformar o país em agricultor ou desindustrializado, mas sim aproveitar um nicho muito pouco explorado por outros países: uma potência ambiental, que faz uso de seus recursos naturais e os associa com tecnologia de ponta e, principalmente, sustentável.

É uma questão de investir no marketing verde, levando em conta a crescente preocupação mundial com fenômenos como o aquecimento global. Assim, o Brasil desponta no cenário internacional não só como mais um país e tentar mediar os conflitos dos grandes, mas como um país que toma a liderança no aspecto da sustentabilidade, comprometido com as causas naturais; ressalta-se o caráter individual de nosso país, promovendo o nacionalismo.

Ter o Brasil como uma potência ambiental não só é benéfico em um cenário externo, mas também no interno. A preservação de floresta (ao invés de desmatá-las sem ter em vista um futuro de solo infértil), por exemplo, faz com que várias famílias dela tirem seu sustento. Há de se ter em vista um quadro de reversão da pobreza e da desigualdade aproveitando-se dos recursos de que o país já dispõe. Com o crescente destaque dado ao Brasil (estimulado também pela Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016), é impensável descartar essa possibilidade de desenvolvimento no interior do país e desenvolvimento também em sua reputação internacional.

Vozes da Democracia – histórias da comunicação na redemocratização do Brasil – Intervozes

Não existe democracia sem comunicação democrática. Foi com base nessa reflexão que nasceu o livro “Vozes da Democracia”, que mostra o papel da comunicação no processo de resistência à ditadura militar e de redemocratização do Brasil. A publicação resgata experiências pouco conhecidas no país. Fala do fortalecimento da comunicação comunitária, da volta da liberdade nas redações, da multiplicação de veículos de informação populares, alternativos e independentes. Também conta a história de iniciativas, movimentos e atores relacionados à construção de políticas democráticas de comunicação.

São 23 textos, pesquisados e escritos por 32 repórteres, de Porto Alegre ao Vale do Juruá, no Acre, que incluem depoimentos, entrevistas e relatos de ações de resistência coletados em todas as regiões do país – a grande maioria até hoje restritos ao espaço local de sua incidência histórica. Entre eles estão a história do “Coojornal”, de Porto Alegre; do jornal “Posição”, do Espírito Santo; da rádio “Papa Goiaba”, do Rio de Janeiro; do jornal “Fifó”, de Vitória da Conquista; do “Jornal da Cidade”, de Aracaju; da “Coojornat”, de Natal; do “Porantim”, de Brasília; do “Jornal Pessoal”, de Belém.

“O resultado é uma publicação que, acreditamos, consegue lançar um olhar sobre o Brasil como um todo, com suas diferenças e contradições, especialmente quando o país busca, mais uma vez, compreender o significado deste período para o momento político que vivemos hoje”, avalia o jornalista Antonio Biondi, um dos editores do livro. “Dessas histórias, podemos apreender que não existe democracia se cada pessoa não puder exercer seu direito de se comunicar”, completa, destacando que a publicação deve servir não somente como material de reflexão, mas também de estímulo a novas iniciativas.